Fala ai galera…
Estou aqui para estrear o “Review B” primeira edição sobre Infamous e, antes que perguntem, sim este review contém alguns Spoilers.
Infamous é um jogo no estilo “caixa de areia” ou sandbox, desenvolvido pela Sucker Punch Productions e publicado pela Sony, mas também foi lançado para Xbox 360 meses depois. O jogo foi lançado internacionalmente em maio e junho de 2009.
Bom, o jogo começa com uma explosão gigantesca em Empire City, destruindo alguns quarteirões e áreas mais próximas, mas o principal impacto é social, depois dessa explosão as 3 ilhas perto de Empire foram isoladas colocando a cidade em quarentena, as pontes que ligavam as ilhas foram recolhidas, como a polícia não consegue controlar o caos nas ruas os criminosos locais tomaram conta de certas cidades. Depois desse background você conhece o protagonista da história, Cole MacGrath, um Motoboy que não sabe explicar como foi parar no epicentro da explosão naquele momento, sem entender muito do que estava acontecendo ele foge do lugar, mas no caminho ele toma alguns choques, e estranhamente esses choques, além de não o matar, deixam ele mais forte e revitalizado. Logo depois de conseguir fugir, Cole para no hospital e fica um tempo em coma, depois de 15 dias de recuperação, descobre que ele virou uma pilha humana, podendo soltar raios quando quiser, mas sempre precisando recarregar quando usa muito seu poder. Cole tem ao seu lado seu melhor amigo, Zeke Dunbar, e sua namorada, Trish Dailey, que perdeu sua irmã Amy na explosão e não queria perder também seu namorado. O jogo começa com essas perguntas no ar, porque você não morreu na explosão? Quem foi que pediu para que você levasse o pacote até aquele lugar?
Mas é claro que toda a vida de um herói nunca é tão fácil assim. Existem os “Reapers”, que antes da explosão eram apenas traficantes de drogas e bandidos normais, mas com um tipo de líquido preto que foi espalhado como uma praga na cidade pela Sasha, lider e fundadora dos “Reapers”. Eles se tornaram um exército de psicopatas e tomando a cidade de Neon City a força. Além do exército dos “Reapers”, um dos principais vilões do jogo é a mídia, sempre colocando Cole como o vilão da história, mesmo escolhendo ser herói existe um Programa pirata que passa algumas vezes durante o jogo que se chama “Voice of Survival” (Voz da sobrevivência ou Voz do sobrevivente) que sempre fala mal de suas ações. A primeira ofensa dele é revelar que você quem causou a explosão, fazendo isso, naquele momento, Trish te abandona, começando o caos psicológico do nosso protagonista.
Neste contexto o jogo começa realmente, mas além de ser um sandbox que você controla um Super herói, o sistema de karma permite que você seja um anti-herói. Em algumas missões no jogo, Cole tem que fazer escolhas: de ajudar com boas ações ou e de ser egoísta com ações ruim. O que é mais interessante, e que pra mim aumenta bastante o fator replay do game, é esse sistema de karma e suas variações, os poderes mudam seus efeitos conforme o lado que você for seguindo, além disso, muda coisas com relação à aparência das cidades e do próprio Cole. Seguindo o lado bom, sempre ajudando os outros e fazendo as boas ações sempre, as cidades ficam mais coloridas se reconstroem de pouco em pouco, a população começa a se voltar contra as gangues que controlam as cidades e o Cole fica com as cores da roupa mais vivas, aparentemente mais forte mais revitalizado e os raios são brancos. Agora seguindo o lado do mal a cidade fica cada vez mais destruída, as pessoas começam a te odiar e te atacar na rua, Cole fica com roupas negras, infectado pelo líquido negro dos Reapers e os raios são vermelhos. Os Poderes são impressionantes podendo fazer granadas, bazookas, metralhadoras e até sniper de raios, claro que ele não materializa a arma, ele usa os raios como se fossem esses tipos de armas, com gráficos e efeitos impressionantes.
Para quem gosta de HQ é um prato cheio, as cutscenes são de cair o queixo no melhor estilo Graphic novel, sem movimentos pausados e robóticos e com um enredo bem feito e interessante o jogo é extremamente viciante, mesmo tendo missões extras repetitivas. Agora o que não me agradou muito do jogo foi você não ter muito que fazer nas cidades além das missões, mas isso se justifica pela urgência que tem a história.
Notas do jogo:
Jogabilidade: 8.5
Sim, é bom poder se pendurar em todos os cantos dos prédios, mas algumas vezes por ser muito detalhado fica meio bugado.
Gráficos: 9.0
Realmente são impressionantes, mas depois de muito tempo jogando você começa a perceber que os carros estão explodindo do mesmo jeito e o fogo vai sempre pro mesmo lado, com pouca variação de explosão e morte dos inimigos.
Sons: 9.5
O som ambiente da cidade dá um fator de imersão bom, e as vozes dos personagens são muito bem dubladas passando bem os sentimentos deles.
Fator Replay: 9.2
É legal jogar mais uma vez para seguir o lado oposto que seguiu depois de zerar, mas as missões principais continuam as mesmas só mudam as questões de Karma.
Total: 9.0
Excelente! Eu recomendo.
Agora fique com algumas imagens do jogo.